HEAPA realiza primeira captação múltipla de órgãos

Fachada do Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia (Heapa) com nome destacado.
Captação de órgãos mobiliza equipe multiprofissional no HEAPA para salvar vidas. (Foto: Divulgação)

Na madrugada de domingo (9), o Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (HEAPA) viveu um momento histórico. Pela primeira vez, a unidade realizou uma captação múltipla de órgãos, um procedimento que pode mudar o destino de várias pessoas.

Por trás dos números e da técnica médica, há uma história de generosidade. Uma mulher de 30 anos, diagnosticada com morte encefálica, teve sua partida transformada em uma nova chance para pelo menos seis pacientes. Sua família, mesmo no meio do luto, fez uma escolha que impactou vidas: disse sim à doação.

Cada segundo é crucial

A logística de um transplante é uma corrida contra o tempo. Rins, fígado e córneas foram retirados e imediatamente transportados para pacientes em Goiás, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. O desafio? Fazer com que cada órgão chegasse dentro do chamado tempo de isquemia, o período em que ele ainda pode ser transplantado com segurança.

Médicos, enfermeiros e técnicos atuaram com precisão cirúrgica. Nada podia dar errado. Cada minuto contava. Cada decisão precisava ser certeira. O trabalho em equipe foi essencial para que tudo ocorresse dentro do prazo necessário.

Um gesto de respeito e gratidão

Antes do início do procedimento, um minuto de silêncio.

Toda a equipe médica parou. Sem pressa. Sem palavras. Apenas respeito. Um último adeus à mulher que, mesmo partindo, deixava um legado de esperança. Foi um momento carregado de emoção e significado.

Essa cena reforça que a doação de órgãos vai muito além da medicina. É sobre humanidade. É sobre recomeços.

A importância da doação

A ação só foi possível graças à parceria entre a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e a Central Estadual de Transplantes. O trabalho integrado garantiu que tudo fosse feito de forma rápida e eficiente, desde a autorização familiar até a identificação dos receptores compatíveis.

No Brasil, milhares de pessoas aguardam por um transplante. A única maneira de mudar essa realidade é por meio da conscientização. A doação de órgãos pode salvar até oito vidas. Mas, para isso, é fundamental avisar sua família sobre sua decisão.

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